domingo, 14 de dezembro de 2014

Cotidiano

Da vida tanta
A tristeza vasta se encontra em todo canto
A explosão de cinza submersa no meio de tanta cor
O vazio da alma bonita que se transborda na solidão
A mesa quadrada num copo só, com o liquido pouco tanto que ate a felicidade era maior
Do vai e vem das ruas,os vultos sem cor
Monotonia vasta
Pra gente tanta
Que se leva ao pó

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Venâncio

O livro vermelho com poeira na estante, tem um titulo apagado em dourado, algo que não se pode mais ler.
Mas como seguir com a frustração de viver uma história sem saber do que se trata?
Dentre tantos livros a se escolher, o prateado na estante que chamava atenção,não, foi logo escolher o que quase se camuflava com o chão junto a poeira, a espera de ser folheado, mesmo temendo por tanto tempo não ser tocado, anseava pelo novo olhar.Quando finalmente achou que mais uma vez ia ser largado, a menina que o pegou, e achou a ti uma nova utilidade.
Agora a sós com o livro, dançava, ele tirou dela sua pele, ela fez pra ele uma capa, na qual agora bordado de azul estava intitulado algo que fazia referencia a solidão ser abolida, quando se descobre que dentro de ti há um coração qual almeja bater por algo que aconteça, pra que feliz apareça pulsando alegria em vez de solidão.

Janta

E a menina que ficou desamparada
pelo moço, que se atrasa na chegada
Mas que chegou, sem data marcada
que vai
com hora exata
E parte
na hora errada
E o moço que foi
em qualquer ônibus,
pra qualquer lugar,
embarca sem olhar pra trás.
Ambos
por medo de ceder
de correr
de arder o adeus
E a janta que agora não esfria mais
chora
por não ter por quem esperar

Mel (ao lado)

Oh moço
De qualquer lugar que veio
mas não é pra qualquer lugar que vai.
E quando pra qualquer lugar volta
só deixa de lembrança um vazio
Vazio esse que agora tomou o meu lar por moradia.
E moço, quem diria?
Que o que já havia visto, não passou despercebido
mas passou
e de repente
...voltou...
Não teve saudação
Não teve despedida
Se perguntar quando entrou eu não sei dizer não
mas se for embora de certo eu vou saber.

sábado, 20 de setembro de 2014

Dizias
"Meu corpo tem hipotermias quando abstinece do calor do teu
Minha alma grita em desespero e procura o apelo do teu coração"
A saudade que em brasa
Agora só resta a fumaça
Onde havia o arder agora tem o ensurdecer da solidão.
Onde havia paixão resta o desprezo
Onde há rancor, não resta mais amor e onde procuras não mais estou.
A música que tocava não mais soava em harmonia e sim se debatia
Transtorno dos ares
Até mesmo os mares
Os seus supostos deuses não mais escutam suas preces
Teus ritos não mais correspondem
Sua fraqueza é notória
Sua alma indo embora
Não cabes a mim salva-lo de si
Se houver esperança,não sou eu quem dança mas sim o que ainda há tens.
(   ) 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

As memórias frias
As idéias loucas
A você sem roupa
Ao despir da vida
Ao usufruir do mundo
A Robert e o seu demonio
E ao teu suposto encanto

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Uma folha que foi preenchida, agora não pode mais reclamar da solidão.
Ela se espanta com a falta do teu vazio
Se espanta com a beleza dos traços ali desenhados
Parece que a preenchem a alma
te trazem uma energia tão pura
como a de quem tem algo a transmitir.
Mas o branco agora ficou cinza,
e o grafite ali gastado deu vida a algo novo
Mas o que será?
Os tons de cinza que lhe aquecem a alma
fazem lhe despertar a curiosidade da vida
por ver que as cores nem sempre são necessárias para expressar sentimentos
encantada com os rabiscos, a folha curiosa tentava decifrar
o que ao invés de desenho era escrita
que dizia que a alma habita onde o coração quer estar.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Cinza

O arrepio em minha pele
A tua respiração ofegante,
aumenta o volume e a intensidade.
Minhas unhas que perfuram tuas costas causam dor e prazer.
A sede que o teu calor provoca logo será saciada com o teu suor
teus olhos cinzas que acompanham os meus castanhos
em uma penetração que me envolve de dentro pra fora.
Nossos corpos dançam nus em perfeita sincronia
onde a musica que dançamos se compõe dos teus gemidos.

Borboletas no estômago

No sentido literal tenho medo de senti-las
mas as que me visitam internamente quando sua imagem passa,
São diferentes.
A queda na atividade do córtex pré-frontal do lado direito do meu cérebro me chama a atenção aos teus detalhes.
Os sentidos aguçados, meus olhos trêmulos de fome, a abstinência de você esta visível agora
Merda!
Esse cérebro traiçoeiro (ou será o coração?) fazem transparecer o obvio,
o que não deveria ser exposto.
Minha boca saliva pela fome do teu beijo
e o meu corpo soa por falta da tua alma, que adentra em mim de um modo único.

Suor

Os teus braços que me vestem
tão bem quanto aquela calça 42.
O teu suor que agora escorre em meu peito
como lagrimas de quem cumpriu algo importante.
O nosso calor foi capaz de nos derreter
fazendo de nós dois um único ser.
Teu corpo já não te pertence,
assim como o meu não pertence a mim
seremos um só, enquanto a nossa temperatura estiver acima dos 37ºC
O teu calor que agora me possui,
faz arder em mim a chama que desperta a vontade e o prazer
Da vida.

domingo, 1 de junho de 2014

Palavras


Palavras 
Não descrevem 
Não são suficientes
Não são capazes
Ou será erro meu julga-las tanto?
Quando o erro está em mim
Talvez eu que não saiba como coloca-las
Diante de tamanha imensidão
Se torna mesmo difícil descrever

Palavras
Tão fortes se unidas
Indefesas sozinhas
Mas afinal, de quem será a obrigação de uni-las?