segunda-feira, 28 de março de 2016

O que tiver que ser

Venha ser o que tiver que ser
Haja o que houver
Não me venha dizer que precisa ter pra ser
Aonde estiver
Não espere acontecer, não deixe estar
Esteja pra ser
Seja pra ter
Felicidade se obtém vivendo
Mas pra viver não basta estar vivo
Sorrisos falsos em uma escuridão serena não preenchem coração vazio

Amor do século XXI

Me devora com os olhos
Vem despir a minha alma
Me engole
Me beija
Diz olhando nos meus olhos que não me quer mais, fala que eu sou louca
Me morde
Me arranha
Me joga na cama, prende meus pulsos e deixa pingar o teu suor
Me bate
Me fode
Arranca a minha roupa com os dentes e me faz mulher
Me ama
Me tem
Depois vira pra lá, veste a roupa e pega o celular
Me esquece
Me larga
Me encontrou nua na sua cama e não achou nada demais
Me despreza
Me abandona
Larga o celular, vira pro canto e dorme me deixa com os ruidos da cama e com a ponta do cobertor
Me esqueceu, me deixou.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

monocromático

Diante a vida monocromática temos o costume de negar o que não é mais monotonia
mas teus olhos coloridos e o teu agudo formam um som tão persuasivo que não há um louco que ouse fugir da tua paz , com o sereno do teu olhar e os passos leves pelos quais você caminha, fazem o amor ser leve e confortavel, os teus braços me vestem e os teus pelos se entrosam nos meus,e a tua carne sussurra baixinho chamando o meu nome.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Pode ser
O teu riso solto
Ou o teu quadril preso
O riso no peito
O quadril nas pernas
O vento que te leva
Ou o amor que te traz
Pode ser
Como for
Do jeito que der
Ate ser do nosso jeito
Pode ser de todas as cores
Preto e branco
Nos nossos fios
O meu arrepio
Do teu atrito
A minha felicidade
Pode ser
Mais um de amor
Ou só mais uma reflexão
Pode ser
Nosso amor no chão
Pode ser
Do jeito que for
Do nosso jeito
Pra no teu peito repousar
Nos nossos fios embaraçar
Na nossa preguiça
Espreguiçar
No teu amor repousar
E deixar ser
Como tem que ser
Que vai ver a gente tem mesmo é que viajar
Pra no nosso amor acreditar
Ha de vir tudo que tem pra ser
A gente tem que mercer o ruim
Pra merecer o fim.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cotidiano

Da vida tanta
A tristeza vasta se encontra em todo canto
A explosão de cinza submersa no meio de tanta cor
O vazio da alma bonita que se transborda na solidão
A mesa quadrada num copo só, com o liquido pouco tanto que ate a felicidade era maior
Do vai e vem das ruas,os vultos sem cor
Monotonia vasta
Pra gente tanta
Que se leva ao pó

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Venâncio

O livro vermelho com poeira na estante, tem um titulo apagado em dourado, algo que não se pode mais ler.
Mas como seguir com a frustração de viver uma história sem saber do que se trata?
Dentre tantos livros a se escolher, o prateado na estante que chamava atenção,não, foi logo escolher o que quase se camuflava com o chão junto a poeira, a espera de ser folheado, mesmo temendo por tanto tempo não ser tocado, anseava pelo novo olhar.Quando finalmente achou que mais uma vez ia ser largado, a menina que o pegou, e achou a ti uma nova utilidade.
Agora a sós com o livro, dançava, ele tirou dela sua pele, ela fez pra ele uma capa, na qual agora bordado de azul estava intitulado algo que fazia referencia a solidão ser abolida, quando se descobre que dentro de ti há um coração qual almeja bater por algo que aconteça, pra que feliz apareça pulsando alegria em vez de solidão.

Janta

E a menina que ficou desamparada
pelo moço, que se atrasa na chegada
Mas que chegou, sem data marcada
que vai
com hora exata
E parte
na hora errada
E o moço que foi
em qualquer ônibus,
pra qualquer lugar,
embarca sem olhar pra trás.
Ambos
por medo de ceder
de correr
de arder o adeus
E a janta que agora não esfria mais
chora
por não ter por quem esperar

Mel (ao lado)

Oh moço
De qualquer lugar que veio
mas não é pra qualquer lugar que vai.
E quando pra qualquer lugar volta
só deixa de lembrança um vazio
Vazio esse que agora tomou o meu lar por moradia.
E moço, quem diria?
Que o que já havia visto, não passou despercebido
mas passou
e de repente
...voltou...
Não teve saudação
Não teve despedida
Se perguntar quando entrou eu não sei dizer não
mas se for embora de certo eu vou saber.

sábado, 20 de setembro de 2014

Dizias
"Meu corpo tem hipotermias quando abstinece do calor do teu
Minha alma grita em desespero e procura o apelo do teu coração"
A saudade que em brasa
Agora só resta a fumaça
Onde havia o arder agora tem o ensurdecer da solidão.
Onde havia paixão resta o desprezo
Onde há rancor, não resta mais amor e onde procuras não mais estou.
A música que tocava não mais soava em harmonia e sim se debatia
Transtorno dos ares
Até mesmo os mares
Os seus supostos deuses não mais escutam suas preces
Teus ritos não mais correspondem
Sua fraqueza é notória
Sua alma indo embora
Não cabes a mim salva-lo de si
Se houver esperança,não sou eu quem dança mas sim o que ainda há tens.
(   ) 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

As memórias frias
As idéias loucas
A você sem roupa
Ao despir da vida
Ao usufruir do mundo
A Robert e o seu demonio
E ao teu suposto encanto